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sábado, 14 de agosto de 2021

O USO DAS ASPAS



Não use aspas indiscriminadamente. Elas só devem aparecer nos seguintes casos: citações, arcaísmos, neologismos, gírias, estrangeirismos, expressões populares, ou para indicar que determinada palavras está sendo usada com sentido diferente do habitual.

Para esconder os lucros exorbitantes que tinham com os negócios, as corretoras usavam endereços, contas e registros de empresas "laranjas".

A palavra laranjas significa, no caso, "de fachada".


As aspas também servem para indicar ironia:

Os "revolucionários' não dispensam um uísque importado e carros do último tipo.


REFERÊNCIAS

VALENÇA, Ana. Roteiro de Redação: lendo e argumentando. São Paulo: Scipione, 1998.




terça-feira, 3 de agosto de 2021

SENÃO OU SE NÃO?

 



Sempre que você estiver na dúvida se deve usar 'senão' ou 'se não', lembre-se dessa dica:

👉 senão - significa 'no caso contrário', 'de outro modo', 'a não ser', 'mas sim'.

Tome conta de seu cachorro, senão (de outro modo) ele foge.

👉 se não - significa 'quando não' ou 'caso não'.

Ele foi muito ríspido, se não (quando não) mal-educado.

Se não (caso não estude) estudar para a prova, fará um péssimo exame.

Fácil, não é mesmo?! Até a próxima dica! 👍

REFERÊNCIAS

VALENÇA, Ana. Roteiro de Redação: lendo e argumentando. São Paulo: Scipione, 1998.



ACERCA DE / A CERCA DE / HÁ CERCA DE

 




👉 acerca de = sobre, a respeito de

Não disse nada acerca do plano econômico que elaborou.


👉 a cerca de = aproximadamente

Minha casa fica a cerca de cem metros da praia.


👉 há cerca de = faz aproximadamente (tempo passado)

Há cerca de dez anos que eles estudam esse assunto.


                                


REFERÊNCIAS

VALENÇA, Ana. Roteiro de Redação: lendo e argumentando. São Paulo: Scipione, 1998.


domingo, 1 de agosto de 2021

O USO DE POR QUE, PORQUE, POR QUÊ OU PORQUÊ

 


Alguma vez você teve que usar a palavra por que / porque e ficou na dúvida? Não se preocupe, isso ocorre com muitas pessoas. Entretanto, sempre é bom aprendermos a usá-los corretamente, não é mesmo?

 Então vamos lá!

👉 por que 

a) nas perguntas.

Por que você não veio à festa?

b) quando se subtende a palavra 'motivo'.

Ele não me disse por que (motivo) faltou à aula.

c) quando puder ser substituído por "pelo qual", "pela qual", "pelos quais",  "pelas quais".

Não vou lhe dizer as razões por que deixei de vir à aula.

d) no final de frase recebe acento circunflexo.

Você não veio à festa por quê?

Muitos estavam na passeata sem saber por quê.


👉 porque

a) quando equivale a 'pois', 'uma vez que', 'pelo fato'.

Não vim à aula porque  estava doente.

b) com acento circunflexo quando é substantivo (sempre antecedido de um determinante).

Não seio o porquê (a causa, o motivo) de sua ausência.



REFERÊNCIAS

VALENÇA, Ana. Roteiro de Redação: lendo e argumentando. São Paulo: Scipione, 1998.



sexta-feira, 23 de julho de 2021

O USO DE ONDE E AONDE

 Palavra “onde” é usada para se referir a um lugar, o equivalente a “em que”. Já “aonde” é a combinação da preposição “a” com o advérbio ou pronome relativo “onde”. 



A palavra “onde” é usada para se referir a um lugar, equivale a “em que”. 

Já “aonde” é a combinação da preposição “a” com o advérbio ou pronome relativo “onde”.

Quando se usa “onde”? 👀

“Onde” é um advérbio de lugar e também pode exercer a função de pronome relativo (quando se refere a um lugar mencionado anteriormente na frase).

Exemplo

“Onde está o livro?”

Nessa frase interrogativa, a palavra “onde” indica o lugar (ainda desconhecido) em que o enunciador colocou seu livro. 

Já na próxima frase, perceba que o pronome relativo “onde” retoma o substantivo “cidade”:

A  cidade onde nasci fica na Serra da Mantiqueira .

Portanto, “onde”, nesse exemplo, refere-se à palavra cidade (lugar), mencionado anteriormente.

Atenção! 

As aulas presenciais pararam naquele dia, foi onde percebi que elas eram importantes.

Note que o uso da palavra “onde”, nessa frase, não faz sentido, pois essa palavra indica lugar. A que lugar o enunciador ou enunciadora se refere então? Na verdade, a sua intenção era esta:

As aulas presenciais pararam naquele dia, foi quando percebi que elas eram importantes.

Dessa forma, o termo “quando” se refere ao dia (indica tempo) em que as aulas presenciais pararam.


Onde: é usado com verbos que indicam permanência: 

Ex: A casa onde moro. (morar é verbo que indica permanência)

Aonde: é usado com verbos que indicam movimento 👉 ir, chegar e voltar.

Ex:  Aonde você vai? (ir é verbo que indica movimento)

Até a próxima dica!

terça-feira, 5 de junho de 2012

DILEMAS DA NOSSA LÍNGUA

                                           

Diariamente, ao falarmos ou escrevermos, enfrentamos dificuldades no emprego de determinadas formas verbais e, muitas vezes, cometemos enganos no uso corriqueiro de algumas expressões.
Observe os exemplos abaixo

Cheguei em casa tarde.   ou    Cheguei a casa tarde.
A professora interviu a favor do aluno.   ou    A professora interveio a favor do aluno.

O verbo chegar rege preposição a  e não em, como costumamos usar no dia a dia. Já o verbo intervir , conjugado no pretérito perfeito do indicativo - 3ª pessoa do discurso (ele/ela) - tem como forma verbal interveio, assim como sobreveio de sobrevir, ou veio do verbo vir.

Você já entreteu em algum forró ou já entreteve em algum forró?  
A primeira forma verbal é muito comum no falar brasileiro e constitui desvio da norma padrão. O verbo ter e seus derivados (entreter, deter, reter) fazem o pretérito perfeito do indicativo - 3ª pessoa/singular - em entreteve (deteve, reteve).

Deparei-me com uma situação embaraçosa ou deparei com uma situação embaraçosa?
É muito comum ouvirmos falar "deparei-me", mas o comum nem sempre é o correto, não é mesmo? O verbo deparar não é pronominal; sendo incorreto, portanto, o uso de pronomes átonos (me, te, se, nos, vos). Então, deve-se falar: Deparei com a triste situação.

Eu tinha falo a verdade ou eu tinha falado a verdade?
Maria tinha pego a colher ou tinha pegado a colher?
Muitas pessoas costumam empregar a primeira forma de cada exemplo. Nessas formas verbais do particípio, o correto é falado para o verbo falar, já que falo, segundo o dicionário Aurélio é:
Substantivo masculino.
1.Representação do pênis, adorado pelos antigos como símbolo da fecundidade da natureza.
2.O pênis.
3.Embr. Órgão precursor do clitóris e do pênis. [F. paral.: fálus.]
No segundo exemplo, temos o verbo pegar que admite as duas formas verbais para o particípio e as pronúncias abertas ou fechadas para a forma pego (é ou ê).

O motorista freou repentinamente o ônibus ou freiou?
A moça penteou o cabelo ou pentiou?
Na oralidade, é comum o uso das formas verbais freiou e pentiou, no pretérito do indicativo. Mas o correto, de acordo com a norma gramatical é penteou e freou. Os verbos terminados em "ear" como arrear, cear, frear, passear, pentear, recear, recrear, saborear, etc. são irregulares: fazem um ditongo "ei" nas formas rizotônicas das 1ª, 2ª e 3ª pessoas do singular e 3ª pessoa do pluras, nos tempos do presente (indicativo e subjuntivo). Ex:
Presente do indicativo                         Pretérito do indicativo
Eu freio                                                  Eu freei
Tu freias                                                 Tu freaste
Ele freia                                                  Ele freou
Nós freamos                                           Nós freamos
Vós freais                                               Vós freastes
Eles freiam                                              Ele frearam    

Roberta se maquia  ou se maqueia?
O correto é  Roberta se maquia sempre.         
O verbo maquiar (maquilar) é regular e se conjuga no presente do indicativo assim: eu maquio, tu maquias, ele maquia, nós maquiamos, vós maquiais, eles maquiam).
Já os verbos mediar, ansiar, remediar, incendiar e odiar (MARIO) são irregulares e se conjugam no presente do indicativo dessa forma: 
Mediar: medeio, medeias, medeia, mediamos, mediais, medeiam.
Ansiar: anseio, anseias, anseia, ansiamos, ansiais, anseiam.
Remediar: remedeio, remedeias, remedeia, remediamos, remediais, remedeiam.    
Incendiar: incedeio, incendeias, incendeia, incendiamos, incendiais, incendeiam.
Odiar: odeio, odeias, odeia, odiamos, odiais, odeiam.

REFERÊNCIA

Revista Língua Portuguesa. Editora Escala Educacional. Edição nº 6 - Maio / 2012.

 

terça-feira, 20 de março de 2012

CUIDADOS BÁSICOS COM A ESTÉTICA DA REDAÇÃO

1.1 Preencha os itens do cabeçalho com letra legível.

1.2.Centralize o título na primeira linha, sem aspas e sem grifo. O título pode apresentar interrogação desde que o texto responda à pergunta.

1.3. Pule uma linha entre o titulo e o texto, para então iniciar a redação.

1.4. Faça parágrafos distando mais ou menos dois centímetros da margem e mantenha-os alinhados.

1.5. Não ultrapasse as margens (direita e esquerda) e também não deixe de atingi-las.

1.6. Evite rasuras e borrões. Caso você erre, deverá anular o erro com um traço apenas.

1.7. Apresente letra legível, tanto de fôrma quanto cursiva.

1.8. Distinga bem as maiúsculas das minúsculas.

1.9. Evite exceder o número de linhas pautadas ou pedidas como limites máximos e mínimos.

1.10. Utilize apenas com caneta preta ou azul. O rascunho pode ser feito a lápis e rasurado.

Outras dicas importantes!

Números

Para indicar idade, escreva por extenso até o nº 10. Do nº 11 em diante use algarismos.

As datas, horas e distâncias devem ser escritas em algarismos: 10h30min, 12h, 10m, 16m30cm, 10km (m, h, km, I, g, kg).

Palavras Estrangeiras

Se estiverem incorporadas aos hábitos linguísticos devem vir sem aspas. Ex: marketing, merchandising, software, dark, punk, status, offlce-boy, hippie, show etc.

Aspectos avaliados na redação

Aspecto estético

a) legibilidade da letra
b) paragrafação
c) margens regulares
d) travessão
e) ausência de rasuras

Aspecto gramatical

a) ortografia
b) acentuação
c) concordância
d) pontuação
e) colocação pronominal
f) regência verbal

Aspecto estilístico

a) repetição de palavras
b) frases longas
c) emprego de palavras desnecessárias
d) uso inadequado do pronome “onde”
e) presença de elementos (conectivos) da língua falada.
f) Emprego repetitivo das palavras “que”, “porque” e “mas”
g) prolixidade

Aspecto estrutural

Este aspecto é diferenciado para cada redação, principalmente se os gêneros forem diferentes. Este é o aspecto principal da avaliação.



domingo, 18 de março de 2012

DICAS PARA ESCREVER BEM

1. Deve evitar ao máx. a utiliz. de abrev., etc.

2. É desnecessário fazer-se empregar de um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisístico.

3. Anule aliterações altamente abusivas.

4. Não esqueça as maiúsculas no início das frases.

5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.

6. O uso de parêntesis (mesmo quando for relevante) é desnecessário.

7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.

8. Evite o emprego de gíria, mesmo que pareça nice, sacou??… então valeu!

9. Palavras de baixo calão, carac@, podem transformar o seu texto numa m&rd@.

10. Nunca generalize: generalizar é um erro em todas as situações.

11. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.

12. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: “Quem cita os outros não tem idéias próprias”.

13. Frases incompletas podem cansar

14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez, ou por outras palavras, não repita a mesma idéia várias vezes.

15. Seja mais ou menos específico.

16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!

17. A voz passiva deve ser evitada.

18. Utilize a pontuação corretamente o ponto e a vírgula pois a frase poderá ficar sem sentido especialmente será que ninguém mais sabe utilizar o ponto de interrogação ?

19. Quem precisa de perguntas retóricas?

20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.

21. Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação.

22. Evite mesóclises. Repita comigo: “mesóclises: evitá-las-ei! ”

23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.

24. Não abuse das exclamações! Nunca!!! O seu texto fica horrível!!!!!

25. Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da idéia nelas contida e, por conterem mais que uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam, desta forma, o pobre leitor a separá-la nos seus diversos componentes de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.

26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língúa portuguêza.

27. Seja incisivo e coerente, ou não.

28. Não fique escrevendo (nem falando) no gerúndio. Você vai estar deixando seu texto pobre e estar causando ambigüidade, com certeza você vai estar deixando o conteúdo esquisito, vai estar ficando com a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo. E como você vai estar lendo este texto, tenho certeza que você vai estar prestando atenção e vai estar repassando aos seus amigos, que vão estar entendendo e vão estar pensando em não estar falando desta maneira irritante.

29. Outra barbaridade que tu deves evitar chê, é usar muitas expressões uai, que acabem por denunciar a região onde tu moras, carajo!… nada de mandar esse trem… vixi… entendeu bichinho?

30. Não permita que seu texto acabe por rimar, porque senão ninguém irá agüentar já que é insuportável o mesmo final escutar, o tempo todo sem parar.

SONETOS DE CRUZ E SOUSA

Cruz e Sousa  foi o  principal nome do Simbolismo brasileiro , nasceu em 24 de novembro de 1861. Filho de escravos alforriados, teve acesso ...