sábado, 24 de julho de 2021

LÂMINAS DISCIPLINARES: A EDUCAÇÃO ATRAVÉS DO CONSUMO

 RESUMO

Este artigo se insere na área dos Estudos Culturais e tem como objetivo analisar uma lâmina de bandeja do McDonald's, a partir da perspectiva do currículo cultural, enfatizada pelas pedagogias pós-críticas da educação. Fica claro que outros lugares (que não somente a escola) também educam; também são pedagógicos, à medida que ensinam algo a alguém e que, por estarem fora da escola, são mais atrativos, sedutores e influenciam efetivamente o comportamento das pessoas, já que apelam para a fantasia e para a emoção, para a imaginação e para o sonho, fazendo-se presentes cada vez mais na vida de crianças e adolescentes. Ao criarem um currículo cultural, organizações como o McDonald’s, que não são educacionais, mas comerciais, que não visam ao bem social, mas ao lucro, acabam criando representações de crianças felizes, educadas e de uma classe social privilegiada, ou seja, representações de uma sociedade em que os que não se identificam com essas representações, passam a ser vistos como os outros. Faz-se necessário que nós, educadores e estudiosos da educação, nos voltemos paras as questões que envolvem cultura, poder e pedagogia, a fim de questionarmos as reais intenções de artefatos aparentemente tão inocentes como essas lâminas, que educam em nome do consumo.

Palavras-chave: artefato cultural, pedagogia cultural, representação, poder.

PARA LER O ARTIGO NA ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI 👇

https://drive.google.com/file/d/1BblJxxPnBU6GnU36NqZNIMI2JS6xTnc2/view?usp=sharing

sexta-feira, 23 de julho de 2021

O USO DE ONDE E AONDE

 Palavra “onde” é usada para se referir a um lugar, o equivalente a “em que”. Já “aonde” é a combinação da preposição “a” com o advérbio ou pronome relativo “onde”. 



A palavra “onde” é usada para se referir a um lugar, equivale a “em que”

Já “aonde” é a combinação da preposição “a” com o advérbio ou pronome relativo “onde”.

Quando se usa “onde”? 👀

“Onde” é um advérbio de lugar e também pode exercer a função de pronome relativo (quando se refere a um lugar mencionado anteriormente na frase).

Exemplo

Onde está o livro?”

Nessa frase interrogativa, a palavra “onde” indica o lugar (ainda desconhecido) em que o enunciador colocou seu livro. 

Já na próxima frase, perceba que o pronome relativo “onde” retoma o substantivo “cidade”:

 cidade onde nasci fica na Serra da Mantiqueira .

Portanto, “onde”, nesse exemplo, refere-se à palavra cidade (lugar), mencionado anteriormente.

Atenção

As aulas presenciais pararam naquele dia, foi onde percebi que elas eram importantes.

Note que o uso da palavra “onde”, nessa frase, não faz sentido, pois essa palavra indica lugar. A que lugar o enunciador ou enunciadora se refere então? Na verdade, a sua intenção era esta:

As aulas presenciais pararam naquele dia, foi quando percebi que elas eram importantes.

Dessa forma, o termo “quando” se refere ao dia (indica tempo) em que as aulas presenciais pararam.


Onde: é usado com verbos que indicam permanência: 

Ex: A casa onde moro. (morar é verbo que indica permanência)

Aonde: é usado com verbos que indicam movimento 👉 ir, chegar e voltar.

Ex:  Aonde você vai? (ir é verbo que indica movimento)

Até a próxima dica!

quinta-feira, 22 de julho de 2021

Retornando depois de muitos anos

 Olá querido(a) visitante,

Depois de muitos anos ausente, consegui recuperar minha senha e, em breve, teremos novos conteúdos de Língua Portuguesa e Educação. 

Abraços a todos(as). 

terça-feira, 5 de junho de 2012

DILEMAS DA NOSSA LÍNGUA

                                           

Diariamente, ao falarmos ou escrevermos, enfrentamos dificuldades no emprego de determinadas formas verbais e, muitas vezes, cometemos enganos no uso corriqueiro de algumas expressões.
Observe os exemplos abaixo

Cheguei em casa tarde.   ou    Cheguei a casa tarde.
A professora interviu a favor do aluno.   ou    A professora interveio a favor do aluno.

O verbo chegar rege preposição a  e não em, como costumamos usar no dia a dia. Já o verbo intervir , conjugado no pretérito perfeito do indicativo - 3ª pessoa do discurso (ele/ela) - tem como forma verbal interveio, assim como sobreveio de sobrevir, ou veio do verbo vir.

Você já entreteu em algum forró ou já entreteve em algum forró?  
A primeira forma verbal é muito comum no falar brasileiro e constitui desvio da norma padrão. O verbo ter e seus derivados (entreter, deter, reter) fazem o pretérito perfeito do indicativo - 3ª pessoa/singular - em entreteve (deteve, reteve).

Deparei-me com uma situação embaraçosa ou deparei com uma situação embaraçosa?
É muito comum ouvirmos falar "deparei-me", mas o comum nem sempre é o correto, não é mesmo? O verbo deparar não é pronominal; sendo incorreto, portanto, o uso de pronomes átonos (me, te, se, nos, vos). Então, deve-se falar: Deparei com a triste situação.

Eu tinha falo a verdade ou eu tinha falado a verdade?
Maria tinha pego a colher ou tinha pegado a colher?
Muitas pessoas costumam empregar a primeira forma de cada exemplo. Nessas formas verbais do particípio, o correto é falado para o verbo falar, já que falo, segundo o dicionário Aurélio é:
Substantivo masculino.
1.Representação do pênis, adorado pelos antigos como símbolo da fecundidade da natureza.
2.O pênis.
3.Embr. Órgão precursor do clitóris e do pênis. [F. paral.: fálus.]
No segundo exemplo, temos o verbo pegar que admite as duas formas verbais para o particípio e as pronúncias abertas ou fechadas para a forma pego (é ou ê).

O motorista freou repentinamente o ônibus ou freiou?
A moça penteou o cabelo ou pentiou?
Na oralidade, é comum o uso das formas verbais freiou e pentiou, no pretérito do indicativo. Mas o correto, de acordo com a norma gramatical é penteou e freou. Os verbos terminados em "ear" como arrear, cear, frear, passear, pentear, recear, recrear, saborear, etc. são irregulares: fazem um ditongo "ei" nas formas rizotônicas das 1ª, 2ª e 3ª pessoas do singular e 3ª pessoa do pluras, nos tempos do presente (indicativo e subjuntivo). Ex:
Presente do indicativo                         Pretérito do indicativo
Eu freio                                                  Eu freei
Tu freias                                                 Tu freaste
Ele freia                                                  Ele freou
Nós freamos                                           Nós freamos
Vós freais                                               Vós freastes
Eles freiam                                              Ele frearam    

Roberta se maquia  ou se maqueia?
O correto é  Roberta se maquia sempre.         
O verbo maquiar (maquilar) é regular e se conjuga no presente do indicativo assim: eu maquio, tu maquias, ele maquia, nós maquiamos, vós maquiais, eles maquiam).
Já os verbos mediar, ansiar, remediar, incendiar e odiar (MARIO) são irregulares e se conjugam no presente do indicativo dessa forma: 
Mediar: medeio, medeias, medeia, mediamos, mediais, medeiam.
Ansiar: anseio, anseias, anseia, ansiamos, ansiais, anseiam.
Remediar: remedeio, remedeias, remedeia, remediamos, remediais, remedeiam.    
Incendiar: incedeio, incendeias, incendeia, incendiamos, incendiais, incendeiam.
Odiar: odeio, odeias, odeia, odiamos, odiais, odeiam.

REFERÊNCIA

Revista Língua Portuguesa. Editora Escala Educacional. Edição nº 6 - Maio / 2012.

 

sábado, 26 de maio de 2012

VOCÊ SABIA?


Você sabia que Amadeu Thiago de Mello, amazonense de Barreirinha, abandonou o curso de Medicina no quinto ano para dedicar-se à poesia?
Carlos Drummond de Andrade, depois de ver os poemas de Thiago de Mello, alertou-o sobre os inconvenientes de deixar os estudos para se arriscar numa carreira literária. Drummond o apresentou a Manuel Bandeira, que recomendou a publicação de um dos seus poemas no jornal Correio da Manhã. Porém, o primeiro livro, Silêncio e Palavra, só foi publicado em 1951, sendo reconhecido pelos críticos literários da época.
A primeira fase da sua poesia é intimista e existencial, embora possamos perceber nela a importância da natureza e da floresta como elementos de poder metafórico constantes em seus poemas. Sua obra retrata os sentimentos mais íntimos de forma simples e lírica, mas de forte vocação social, assim como sua própria vida.
Thiago de Mello foi uma das vozes mais ativas em defesa da Floresta Amazônica. No auge da seca de 2005, o poeta resumiu numa frase o sentimento daqueles que, como ele, gostariam de salvar um bem precioso: "A floresta tem a vocação da dádiva, gosta de entregar, de ser bondosa para com seus filhos. Mas gosta de ser bem tratada e respeitada. Ela gosta de ser usada, mas não abusada."

O ANIMAL DA FLORESTA

De madeira lilás (niguém me crê)
se fez meu coração. Espécie escassa
de cedro, pela cor e por conter
no seu âmago a morte que o ameaça.
Madeira dói?, pergunta quem me vê
os braços verdes, os olhos cheios de asas.
Por mim responde a luz do amanhecer
que recobre de escamas esmaltadas
as águas fundas que me deram raça
e cantam nas raízes do meu ser.
No crepúsculo estou da ribanceira,
entre estrelas e o chão que me abençoa
as nervuras. Já não faz mal que doa
meu bravo coração, de água e madeira.                            
(Thiago de Mello)

RUMO

Somente sou quando em verso.
Minhas faces mais diversas
são labirintos antigos
que me confundem e perdem.

Meu pensamento perfura
muros de nada, à procura
do que não fui nem serei.

Ante a carne fêmea e branca
meu corpo se recompõe
ofertando o que não sou.

Meu caminhar e meus gestos
mal e apenas anunciam
minha ainda permanência.

Para chegar até onde
não me presumo, mas sou,
sigo em forma de palavra.
(Thiago de Mello - De Silêncio e Palavra)

POEMA CONCRETO

O que tu tens e queres
saber (porque te dói),
não tem nome. Só tem
(mas vazio) o lugar
que abriu em tua vida
a sua própria falta.

A dor que te dói pelo avesso,
perdida nos teus escuros.
É como alguém que come
não o pão, mas a fome.

Sofres de não saber
o que não tens e falta
num lugar que nem sabes.
Mas que é na tua vida,
quem sabe é  em teu amor.

O que tu tens, não tens.
(Thiago de Mello - De Vento Geral)

Pérolas Esparsas


"A poesia nos deve surpreender pelo seu delicado excesso e não porque é diferente. Os versos devem tocar nosso próximo, como se ele tivesse lembrado algo que nas noites dos tempos já conhecia em seu coração. A beleza de um poema não está na capacidade que ele tem de deixar o leitor contente. A poesia é sempre uma surpresa, capaz de nos tirar a respiração por alguns momentos. Ela deve permanecer em nossas vidas como o pôr-do-sol: algo milagroso e natural ao mesmo tempo."
John Keats (1785 -  1821), poeta inglês

"O inverno cobre minha cabeça,
mas uma eterna primavera
vive em meu coração."
Victor Hugo (1802 - 1885), poeta francês

"Qualquer indivíduo é mais
importante do que a Via Láctea."
Nelson Rodrigues (1912 - 1980), dramaturgo brasileiro

"O amor é uma flor delicada,
mas é preciso ter coragem de
ir colhê-la à beira de um precipício."
Stendhal (1783 - 1842), escritor francês

"No homem, o desejo gera o amor.
Na mulher, o amor gera o desejo."
Jonathan Swift (1667 - 1745), escritor irlandês

"A ciência é grosseira, a vida é sutil,
e é para corrigir essa distância que
a literatura nos importa."
Roland Barthes (1915 - 1980),  intelectual francês

"A árvore, quando está sendo cortada,
observa com tristeza que o cabo do
machado é de madeira."
Provérbio árabe
 
 
 

sexta-feira, 25 de maio de 2012

NOVOS PARÂMETROS DE CORREÇÃO DO ENEM


O MEC (Ministério da Educação), responsável pela edição, aplicação e correção das provas, anunciou, nesta quinta-feira, novos parâmetros de correção do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), para garantir a confiabilidade das notas.


A nota da redação do Enem vale 1.000 pontos divididos em cinco quesitos avaliados em até 200 pontos cada (domínio da língua, capacidade de argumentação e compreensão do tema, entre outros). Até o ano passado, a prova era examinada por dois professores e a diferença entre as avaliações deles não podia ultrapassar 300 pontos. Se isso acontecesse, um terceiro corretor era convocado para avalizar o resultado.

A partir de agora, a margem de erro foi reduzida para 200 pontos. Os avaliadores também não podem apresentar diferença maior do que 80 pontos em cada um dos cinco critérios de análise. Caso a discordância persista, outros três professores serão chamados para fazer a revisão do exame. Vale ressaltar que os avaliadores são independentes, ou seja, um não conhece a avaliação do outro.

A mudança será implementada a partir da próxima avaliação, marcada para os dias 3 e 4 de novembro de 2012.

O manual do aluno deste ano estará disponível em julho e fornecerá exemplos de redações consideradas adequadas aos moldes do Enem, com as normas de correção.

INSCRIÇÕES

As inscrições para o Enem 2012 estarão abertas a partir da próxima segunda-feira (28) até 15 de junho. Como já foi mencionado, a prova ocorrerá nos dias 3 e 4 de novembro.

O gabarito da prova será divulgado no dia 7 de novembro e o resultado em 28 de dezembro. A prova será aplicada em 140 mil salas de aula.


COMPETÊNCIAS DO ENEM

São cinco as competências avaliadas na prova de redação, conforme se verifica a seguir:

1. Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita

Demonstrar um conhecimento mínimo de regras básicas de escrita na nossa língua, ou seja, respeito às normas gramáticais.

2. Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo

Essa competência envolve a compreensão da proposta de redação (tema) na elaboração de um texto dissertativo-argumentativo em prosa. Interessa nesse quesito, que o aluno adote um posicionamento crítico e reflexivo diante de determinada questão ou expresse sua opinião de modo claro e coerente. Para tanto, deve valer-se de seu conhecimento de mundo, adquirido através da leitura de textos diversificados, principalmente os jornalísticos.

3. Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista

O aluno deve ser capaz de selecionar dados, informações ou argumentos que sejam pertinentes ao tema proposto. Além disso, é importante saber organizar as ideias a partir dos argumentos escolhidos, a fim de apresentar uma interpretação lógica e coerente para a situação-problema em questão, a fim de demonstrar seu ponto de vista em relação ao tema proposto.

4. Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação

Organizar os argumentos no texto de modo lógico e coerente. Para isso, é fundamental utilizar os chamados elementos de coesão textual e/ou os organizadores argumentativos, como, por exemplo, advérbios, locuções adverbiais e conjunções, estabelecendo relações adequadas entre termos e também entre os parágrafos, sobretudo no desenvolvimento do texto, a fim de que o sentido seja construído de maneira clara e objetiva.

5. Elaborar proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural

Toda a construção da argumentação deve ter como objetivo a apresentação de possíveis soluções para a questão levantada, que devem resultar de uma relação lógica e coerente com os argumentos, opiniões, informações e dados apresentados no desenvolvimento.





SONETOS DE CRUZ E SOUSA

Cruz e Sousa  foi o  principal nome do Simbolismo brasileiro , nasceu em 24 de novembro de 1861. Filho de escravos alforriados, teve acesso ...